Conheça os principais direitos da pessoa com autismo

Conhecer os direitos é o primeiro passo para garantir um futuro com mais qualidade de vida para as pessoas com TEA.

Garantir os direitos das pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) vai muito além de uma questão de inclusão: é um dever legal. Desde a criação da Lei nº 12.764/2012, conhecida como Lei Berenice Piana, o autismo passou a ser reconhecido como uma deficiência para fins legais, o que assegura uma série de benefícios sociais, educacionais e de saúde, tanto no setor público quanto privado.


Entre os direitos mais importantes da pessoa com TEA estão:

  • Atendimento multiprofissional no SUS ou convênio médico, incluindo acompanhamento médico, terapias, medicamentos e outras intervenções necessárias.

  • Educação inclusiva, com direito a apoio especializado nas escolas públicas e privadas.

  • Prioridade de atendimento em serviços públicos e privados, como hospitais, bancos e repartições públicas.

  • Isenção de impostos, como IPI e ICMS na compra de veículos adaptados, além de benefícios fiscais em algumas situações.

  • Benefícios assistenciais e previdenciários, como o BPC-LOAS, dependendo da condição socioeconômica da família.

  • Transporte gratuito ou com desconto, conforme as leis estaduais e municipais.

  • Emissão da Carteira de Identificação da Pessoa com TEA (CIPTEA), que facilita o acesso a serviços prioritários.



Embora a lei garanta muitos benefícios, a maioria deles não é concedida de forma automática. Para ter acesso, as famílias geralmente precisam apresentar:

  • Laudos médicos específicos com CID (Classificação Internacional de Doenças).

  • Relatórios detalhados de profissionais da saúde ou da educação.

  • Documentação que comprove a situação socioeconômica (em casos de benefícios assistenciais).

  • Formulários e requerimentos administrativos nos órgãos responsáveis.



Ou seja, existe um processo burocrático, com prazos, formulários e, muitas vezes, a necessidade de recorrer judicialmente para garantir o direito.

Conhecer a legislação é fundamental, mas muitas famílias ainda enfrentam obstáculos para garantir esses direitos na prática. Quando há negativas de tratamento, dificuldades de acesso à educação ou restrições de atendimento, o suporte jurídico especializado faz toda a diferença para proteger os direitos da pessoa com TEA. Nosso escritório é especializado em Direito à Saúde e Direitos da Pessoa com Deficiência e pode ajudar você a entender melhor seus direitos.