
Manter a saúde pode gerar custos significativos, principalmente para quem enfrenta doenças graves. Medicamentos contínuos, consultas frequentes e tratamentos especializados acabam comprometendo boa parte da renda de muitos aposentados e pensionistas.
O que muita gente não sabe é que, para ajudar a aliviar esse impacto financeiro, a legislação brasileira garante, em algumas situações, a isenção do Imposto de Renda (IR) para quem recebe benefício do INSS e possui diagnóstico de determinadas doenças consideradas graves.
Quem tem direito?
A isenção é válida para aposentados, pensionistas e reformados (no caso de servidores públicos) que tenham sido diagnosticados com alguma das doenças listadas na legislação. Entre as principais condições de saúde que garantem esse benefício estão:
- Neoplasia maligna (câncer)
- Cardiopatia grave
- Doença de Parkinson
- Esclerose múltipla
- Alienação mental
- Hanseníase
- Tuberculose ativa
- AIDS
- Espondiloartrose anquilosante
- Hepatopatia grave
- Fibrose cística (mucoviscidose)
- Contaminação por radiação
- Paralisia irreversível e incapacitante
Vale destacar que a lista de doenças é definida pela Lei nº 7.713/1988, e não há exigência de que a condição esteja ativa no momento do pedido. Ou seja, mesmo pessoas em remissão (como no caso de alguns tipos de câncer) podem ter direito.
Outra observação importante é que a isenção é garantida mesmo para aqueles que já não possuam a doença e tanto faz se o diagnóstico tenha iniciado antes ou depois da aposentadoria.
Por fim, a lista definida em Lei é taxativa (não é possível enquadrar outras doenças mediante a Lei). Porém, o judiciário tem entendido a possibilidade de equiparar doenças a alguma das listadas, o que acaba por expandir a lista, quando as doenças se assemelham em gravidade, sintomas e cuidados.
Mas, como funciona o processo?
Para obter a isenção, é necessário apresentar um laudo médico oficial, emitido por serviço público de saúde ou por médico particular (com posterior homologação no INSS ou órgão competente). O laudo deve detalhar o diagnóstico e o CID correspondente.
Por que contar com orientação jurídica faz diferença?
Embora o direito esteja garantido por Lei, a prática mostra que obter a isenção do IR para aposentados e pensionistas com doença grave pode ser um processo burocrático e, muitas vezes, desgastante. São comuns os casos de negativas injustas, solicitações de documentos desnecessários e até erros de análise por parte dos órgãos responsáveis.
Ter acompanhamento jurídico especializado ajuda a evitar atrasos, a apresentar a documentação correta desde o início e, quando necessário, a buscar a via judicial para garantir o benefício.
Garantir a tranquilidade financeira é um direito de quem já enfrenta tantos outros desafios com a saúde. Nosso escritório está preparado para lidar de forma assertiva com esse tipo de situação e pode ajudar você a entender melhor seus direitos.